quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Hoje eu descobri que deixar de escolher também é uma escolha.
Logo, preciso rever algumas coisas do meu texto abaixo.
:O
P.S. eu sempre escolhi!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

'Por toda minha vida'


Quando você tem duas escolhas a fazer... você tem uma dúvida, Quando elas são igualmente boas, você tem um conflito. Por que é tão complicado escolher? Talvez porque seja sabido que uma pequena escolha feita hoje, possa alterar o rumo da sua vida. Toda escolha trará pontos positivos e negativos (algumas só negativas, mas quem é doido de escolher?).
Eu, nunca soube lidar com as escolhas, sempre preferi ter apenas um caminho a seguir, é bem mais fácil não é? Você segue o caminho, e então diz lá frente se não der certo, que afinal não foi sua culpa.. pois só tinha aquele caminho a seguir.
No entanto, sempre foram postos dois caminhos distintos pra eu escolher. (não é Deus.. nem a vida quem coloca os caminhos, mas sim seus atos, suas escolhas no passado, que desencadeiam essa dualidade de escolhas). Talvez eu tenha feito as escolhas certas, ou não. Mas é uma coisa que só vou saber quando tudo chegar ao fim, e eu for capaz de analisar... se os meus desejos eu consegui realizar, se meus sonhos eu busquei, se eu amei de verdade. A verdade é que, me pego triste nos meus pensamentos, sem saber o que fazer.. ou pra onde ir. No entanto, se hoje fosse o fim, AGORA! Eu saberia dizer que foi a melhor vida que alguém pôde ter. De tanto que eu quis, de tanto que eu conquisitei, das pessoas que eu vivi, dos momentos que guardei... dos amores que não tive... dos que eu tive (os melhores que alguém pode ter). Das pessoas que me amaram, do tanto que amei (e não fui amada, e o tanto que fui).
Ainda lembro do brinquedo quebrado, das derrotas em brincadeiras com os amigos mais velhos. Do primeiro dia de aula, da mudança de escola... Das viagens em família, dos almoços na casa da avó (eram tão bons), da pré-adolescência e das brigas constantes no colégio. Das idas ao clube de quinta a sábado, de quando fiquei doente (e quase morri), lembro do acidente... Da chegada da aborrecência, dos conflitos que diziam que eu teria, e eu não tive, os conflitos vieram internos, só pra mim. Lembro do primeiro beijo (sem sentido), do primeiro namoradinho... do primeiro amor! (ESSE A GENTE NUNCA ESQUECE), lembro das noites em claro, das conversas no telefone com as amigas (falando de garotos e roupas, claro!), das provas e dos professores miseráveis, lembro da minha primeira paixão (diferente do primeiro amor), lembro do primeiro impecílho pra ver alguém... este impecilho ainda se repetiu mais três ou quatro vezes (acho que era sina).
Lembro da época do vestibular, das cobranças e das raivas que passei, das tristezas que tive naquele ano, o melhor e o pior... Lembro que quase perdi alguém importante demais, pra que a vida o levasse... Recordo-me dos por-de-sol, dos dvds de Engenheiros do Hawaii e Los Hermanos, escutados 24h quando estávamos juntos, e lembro da sua vida escorrendo entre a minha, da morte chegando e não querendo sair.. lembro das sessões de quimioterapia, das corridas pra Salvador atrás de tratamento, e mais importante ainda.. lembro do diagnóstico errado, e uma vida sendo devolvida... Depois lembro-me da Faculdade, da dúvida de ir embora ou ficar.. de fazer exatas ou humanas, do medo de não passar... Ai então, tudo parece-me muito breve... as festas desde sexta e domingo... os 1001 'amigos' que tinha, do primeiro porre! Dos shows de rock e cults... depois decaindo pro axé e pagode... De otimizando cada vez mais a minha felicidade... Das pessoas especiais que eu conheci, das dúvidas constantes entre os caminhos. E então 2009 chegou, rápido demais. TAMBÉM RÁPIDO DEMAIS O TEMPO PASSOU,.

Então olho pra mim e vejo quanta coisa mudou, talvez mais madura, talvez mais chata, um porre! O segundo ano de faculdade já tá terminando, o terceiro ano do ensino médio, parece que já nem é (faz tanto tempo)... os amigos são outros, poucos permanecem.. os gostos mudaram, os amores ... as dúvidas permanecem. E então sempre estou dividida, nunca decido-me e parece que já é inato a minha condição humana... na vida profissional, pessoal...sempre dúvida. O que fazer?

domingo, 4 de outubro de 2009

Maria, maria


"... possui uma estranha mania de ter fé na vida"


Sempre tive um desajuste natural, um desassossego ... Não me acostumo com as pessoas acomodadas com a vida, que sempre acham tudo lindo e natural. (não que eu não ande com um sorriso de orelha a orelha). Acredito que a diferença consiste em sempre correr atrás do que se quer, sempre almejar por melhorias, tanto no "seu mundo" objetivo quanto no subjetivo. A industrializaçao juntamente com as horas de trabalho diárias incubidas ao trabalhador, o exclui da possibilidade de pensar e refletir a respeito do seu eu. As pessoas vivem mecanicamente... e um ser pensante solto num mundo de máquinas é visto como desajustado.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Um trecho incompreendido

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão. "

Caio Fernando Abreu

Garganta

Ana Carolina

Composição: Totonho Villeroy

Minha garganta estranha
Quando não te vejo
Me vem um desejo
Doido de gritar

Minha garganta arranha
A tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha
Da sala de estar

Venho madrugada
Perturbar teu sono
Como um cão sem dono
Me ponho a ladrar

Atravesso o travesseiro
Te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço
Faço ela rodar

Sei que não sou santa
Às vezes vou na cara dura
Às vezes ajo com candura
Pra te conquistar

Mas não sou beata
Me criei na rua
E não mudo minha postura
Só pra te agradar

Vim parar nessa cidade
Por força da circunstância
Sou assim desde criança
Me criei meio sem lar

Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te... Han!

Aprendi a me virar sozinha
E se eu tô te dando linha
É pra depois te abandonar..

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Obrigado

Obrigado (Por Ter Se Mandado)
Composição: Cazuza


Por ter se mandado
Ter me condenado a tanta liberdade
Pelas tardes nunca foi tão tarde
Teus abraços, tuas ameaças
Obrigado
Por eu ter te amado
Com a fidelidade de um bicho amestrado
Pelas vezes que eu chorei sem vontade
Pra te impressionar, causar piedade
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro
Obrigado
Por ter se mandado
Ter me acordado pra realidade
Das pessoas que eu já nem lembrava
Pareciam todas ter a tua cara
Obrigado
Por não ter voltado
Pra buscar as coisas que se acabaram
E também por não ter dito obrigado
Ter levado a ingratidão bem guardada
Pelos dias de cão, muito obrigado
Pela frase feita
Por esculhambar meu coração
Antiquado e careta
Me trair, me dar inspiração
Preu ganhar dinheiro

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

sobre os fatos.



Por que as pessoas teimam em reparar na tempestade ao invés de levar em conta que temos mais dias de sol?

Por que no meio de um milhão de coisas muito boas, elas brigam por causa de uma pequena coisa?

Por que ninguém resolve pacificamente coisas que as deixam descontentes?

Por que as pessoas precisam machucar umas as outras?

Quem inventou a culpa?

E o culpado?

Certo? Errado?

Não sei.

Verdade?

As coisas são mutáveis para as pessoas. Não deveria ser discutido quem é certo ou errado, culpado ou inocente. Por que a verdade... A verdade ela não existe. E nem tudo são fatos. Entender o outro é uma tarefa dificil, acreditar então, nem se fala... nesse mundo de mentiras. Mas então o sentido da vida é criar sua verdade e viver emparedado com ela? Acho que não. Escutar é essencial, analisar primordial, tentar o caminho da compreensão ao invés da briga, é então, indiscutivelmente o caminho mais sensato.

Mas por que é tão difícil?

Talvez por causa da vivência de cada um. A interpretação dos fatores nem sempre chega ao resultado que se esperava. As pessoas não são como a matemática, entender a mente e o porque das ações individuais não é tarefa fácil, e não existe possibilidade de definição sobre o por que das coisas na subjetvidade das pessoas. Quando a forma como você interpreta o acontecimento é segundo sua visao, e seu olhar sobre as coisas é SEU, não do outro, você pode cometer erros ao julgar. As coisas podem ser tão simples se você 'usa' o outro como um caminho da sua compreensão a respeito dele.



É noite amor, e você abriu a porta afim de que entrasse vento por aqui.
Vai demorar pro sol brilhar com força de novo?



P.S 02: 26 da matina! alguém já ouviu falar em insônia? Alowwww ela tá um loosho aqui comigo

:)

Baby, eu queria

Baby, eu sou apenas uma criança
dona de um amor sublime
culpada por tê-lo.
errada em querê-lo.

Baby, essa minha estraha mania de entender
quando me machuca
eu sou apenas uma garota
que não sabe bem quando diz sim ou não.

Baby, não me julgue
não existe certo ou errado
ou então eu sou inconsequente

Baby, não me diga pra esquecer
eu não esqueço fácil
eu me machuco fácil.
eu machuco fácil.

Baby, eu não sou legal
eu sou chata
eu sou complicada

... mas eu sou apenas uma garota
querendo entender várias coisas. (junto com você)

Baby, não me insulte
a única razão dessa noite é o sorriso
não queria justificar o pranto.

.... mas ele já veio, e eu sou apenas uma garota
que não consegue conter a angústia de não ser entendida.

Baby, espere por mim
eu não sei sobre o tempo
e ele passa rápido pra mim.

... porque eu me sinto apenas como uma garota
(e isso parece ridículo para você)

Baby, não acuse essa noite
só tem espaço pro amor além de mim

... porque eu me sinto apenas como uma garota
dona de um amor sublime
(e isso parece mentira pra vocÊ)

mas baby, eu sou apenas uma garota.
(que vc decide se acredita ou nao)

mas baby, eu sou apenas uma garota. (?)
(que você escolhe se ama ou não)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

sobre as cores


Tentando {re}colorir tudo...

Mas levaram minhas tintas.

– A moça diz que lhe falta os pinceis.
E á vida é mesmo assim:
proporciona e arrasta!




"Só ficou a preta e a branca aqui, as vezes eu acho um pouco de marrom...
Nada de azul verde rosa ou amarelo.”

- Diz a moça.

Saudade de tuas cores pra enfeitar minha vida.
De tuas cores suaves da tranqüilidade.

Dos tons da aquarela.
Do teu azul-sorriso que se misturava com meu amarelo.
Se fez feliz num clarear de verde-tão-alegre!!!
Mudávamos as nuances como brincadeira entre um abraço e outro. Guardávamos as mais fortes paras misturar com o branco que logo se desfazia.
Doce ilusão... Branco é branco menina!!!

(E hoje quem escreve é Vanessa mesmo)

A flor tatuada carrega algumas feridas abertas, sem força pra chegar até aqui!

"Eu grito mudo, mas continuo gritando"

- Diz a moça.
(A moça que também sente)

Só sei que dói.
Sinto que algo foi arrancado/desbotado, ou de fato não levaram nada?
Porque nada realmente é nosso!

Quem sabe um empréstimo de felicidade...

(O preto e branco desbotaram)

Acabou o tempo!

(Vanessa Soares / Gracianny Bittencourt – A moça)


P.S Texto escrito por: Vanessa Soares , com inspiração de Colore minha vida

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Escolhas


Não dá pra pensar unilateralmente, eu sei...uma escolha, qualquer pequena escolha seja ela qual for, que você fizer vai resultar em uma série de consequências, boas ou ruins (isso é o que a gente chama de comportamento de risco, principalmente se tiver chance de desencadear algo ruim. hashaisuhasi). O que acontece é que as vezes as alternativas de escolha são tão parecidas, tão igualmente boas que você simplesmente não faz idéia qual terá um fim melhor, ou no caso... não acabará.
Por vezes escolhemos ficar ao lado de alguém, decidimos fechar os olhos pras 'outras primaveras' e escolhemos só aquela, no entanto, esse é o tipo de escolha que tem que ser mútua, não dá pra você decidir sozinho (a menos que queira sofrer).Eu sempre desprezei as escolhas... era muito mais fácil apenas enxergar um bom lado e seguir (assim eu estava ao seu lado, pra sempre se você quisesse). Mas quando você deixa de lado escolher, você escolhe jogar como zagueiro no time e dá espaço pras pessoas decidirem sobre sua vida... E então você simplesmente decidiu sobre nós dois, era o fim, e pra mim era desespero.
Demora pra pessoa descobrir as vezes que não fez "a escolha certa", e então ela volta, ela sempre volta quando descobre isso. E ai você pensa, então tudo voltou... Negativo. Depois de ter deixado os outros mandarem e desmandarem na sua vida, começarem e terminarem... ela decidiu que agora ela escolhia, e cedo ou tarde demais... ela tomou sua decisão, que só o tempo poderá dizer se foi a melhor, e agora ela vê que não está ali por ter sido imposta, ou por terem desejado, ela está onde sempre quis, correndo os riscos que sempre quis, feliz como sempre quis.

escrito em: 01/07/09

esperança

e quando ela soube
era sombra,
era treva,
era pranto.

"Não importa quão belo tenha sido o dia, ele sempre tem fim"

e quando descobriu não ter tempo
era dor,
era angústia,
era tristeza.

"O mal do século é a solidão"

e quando despediu-se
era bom,
era sincero,
era nostalgia.

"O paraíso no meio do inferno"

e quando viu coisas inesperadas
era raiva,
era rancor,
era solidão.

"Nem tudo que parece é"

e quando foi dormir
era dúvida,
era incerteza,
era desconfiança.

"O que fazem as pessoas para serem tão iguais?"

e quando acordou
era um telefonema,
era algo que não se encaixava,
era esperança.

"Sinceramente ainda acredito em um destino forte e implacável..."


escrito em:
23/05/09

pedacinho

tudo em você.
e tudo seu
é tudo pra mim
e o que é seu
é também você pra mim


escrito em:
20/05/09

a dor


É complicado lidar com as coisas, quando a gente descobre que pode conviver com a dor, ficar bem perto dela, sem esta incomodar tanto quanto antes. Agora eu já posso conversar, tocar e o mais importante sentir a dor... ela já não me destrói, já não mata, nem abre feridas. No entanto, traz aquela nostalgia aquele desejo dos dias felizes terem durado mais.
Sim, é estranho.. mas já tinha me acostumado de tal forma com a dor, que já podia até rir dela com coragem, sem medo de que ela me deixasse em prantos no resto do dia. E até o choro vinha sem medo de ser muito mais infeliz.
Mas um dia para-se pra pensar a razão em viver assim, com essa ponta de infelicidade escorrida, transbordando disfarçada pelo meu sorriso, então melhor começar 'tudo novo de novo, me jogar (de cabeça) onde já cai muitas vezes', percebo então que nada é capaz de consertar o estrago, mas percebo 'que eu gosto é do estrago'... Tem aquela frase super cliché 'cada pessoa ocupa um lugar na sua vida', e mesmo sendo lugar comum, eu concordo com ela.. quando uma pessoa sai, ela carrega consigo um pedacinho seu, mesmo que ela não perceba, ou que nem tenha desejado este seu pedaço... sim.. ela carrega seu melhor pedaço, é bem verdade que as pessoas são egoístas, então ela te deixa em cacos, e você percebe que precisa consertar os seus pedaços... É isso que eu me ocupo durante todo tempo, nesse desafio de voltar ao ponto de partida... logo descubro que é impossível não deixar emenda neste conserto.. então me sinto vazia de novo, sem sentido. É nessa etapa que você começa a tentar se levantar pra pelo menos suportar a dor, então aparentemente você está mais forte. eis que surge outra pessoa tão ou mais egoísta interessado em suas sobras, e você decide entregar acreditando que agora sim ficará completa. Doce engano! Logo essa completude vai se mostrar falsa também e você já estará de novo em cacos... no sentido bom ou no ruim. O que importa mesmo é que caros leitores eu acabo de descobrir que estou aos cacos (podem interpretar isso como desejarem), eu estou quebrada em pelo menos infinitos pedaços, que para o seu desespero (não o meu, eu não costumo me desesperar) são impossíveis de se juntar. Então eu descubro que depois de todas essas transformações, emendas (boas ou ruins), cada pedacinho de mim agora carrega uma VIDA, um lugar, um cantinho, um carinho, um eu diferente...que muda a cada pedaço partido (sim, eles se partem com mais frequência agora), a conclusão é que fica a cada dia mais difícil destruir estes micro pedacinhos quebrados (é como vidro, quanto maior mais frágil). Então tudo que consegue fixar nos meus cacos, se torna mais verdadeiro e mais sincero. Um dia quando ninguém, nem eu, conseguir destruir mais caco algum (porque eu já estarei estilhaçada), dai eu consigo alguém pra colar tudo de novo e jogar no chão, pro jogo recomeçar, é claro.

você


Quando você apareceu, eu nem queria
nem te quis em segredo
então você me encontrou meio perdida
no meio da pista, procurando diversão.

Quando você me encontrou, eu queria ficar só
e você não me deixou sozinha
então fiquei só sem você saber
no entanto, você me acompanhou meio sem graça
no meio da estrada, indo na contra-mão.

Então sem perceber desisti da solidão
e dançei um samba a dois sem saber
olho pra traz e não enxergo mais nada
em todas as outras direções está você.


escrito em: 02/05/09

o amor me voa


Não sou eu que me faço voar
o amor é que me voa
E atravessa o vazio entre nós
pra eu te dar a mão
Não sou eu que me faço voar
o amor é que me voa
e preenche o vazio entre nós
pra você me oferecer um sorriso
não sou eu que me faço voar
o amor é que me voa
visto que o meu amor é um passo
de infinito abismo em seu olhar...


escrito em: 14/04/09

Amor de rotina


Era um inicio de madrugada amena e tranqüila para ela,
Que nem viu quando o Sr. Tempo passou a passos desapressados na calçada bem ao seu lado
Tentava dormir, talvez sonhar... afim de espantar a monotonia do dia...
Mas a madrugada já esperava por ela ansiosamente
Para cobrir de solidão, aquela que já não se sentia suficientemente acompanhada
E assim seguiram pela noite : a solidão, a madrugada e ela
E por um momento não existiu madrugada, apenas solidão
O celular toca, e então pensou ela: “uma mensagem daquelas que causam borboletas no estomago”
Mas não foi capaz de causar,
Nem um pequeno sorriso de canto de boca...
Então ela pensou que não havia.nada pior que amor requentado,
paixão de rotina...comercial de margarina.
E ela sentia-se sozinha, mas dançava um samba a dois...
O sentimento já não era protagonista, apenas plano de fundo...
E então concluiu que onde nada incomoda e o mundo é perfeito
o chão acaba empoeirado como chão de casa abandonada, em conto de fadas.
Então desejou abraça-lo demoradamente, naqueles abraços que alcançam a alma
Desejou brigar, sentir ciúmes, fazer birra
Mas já não seria possível, e então ela sorriu e pensou:
-ei baby! amor precisa de graça! Graça e pirraça.

escrito em: 02/04/09

saudade










aquela saudade
que me acompanhava com
aquele cheiro
que pelas esquinas me lembrava
daquele toque
que só você sabia, acompanhado por
aquele beijo, que era único com
aquele sentimento, que eu sentia
mas hoje já não consigo me lembrar.

aquela angústia, que só eu sentia
aquele jeito, em que eu te reconhecia
naquele sorriso, que era só por você
aquele que me fazia sorrir
naquele tempo, em que eu achava que me queria
daquele jeito, cheio de defeitos que só eu tinha
e que hoje já nem sei mais.

o mundo gira (cliché), junto com ele vem girando meus sentimentos, palavras e gestos mudos, tudo muda, gira mundo, muda tudo, roda gigante, roda mundo, nas voltas do meu coração... não há como permanecer igual, o amor não é imutável, muito menos estático.
Grite, brigue, goste, me ame se for capaz, apaixon-se por mim todo dia, e mude qualquer forma de sentimento. CONQUISTE-ME


escrito em: 31/03/09

e me segue pela sombra
durante o sol
fecha o guarda-chuva
corre comigo na chuva
acalma a ventania
do meu coração.

escrito em: 26/03/09
corta o cabelo
troca o jeans
a camiseta
e pensa que muda
-muda alguma coisa?
-nada. tudo continua igual.

Os personagens de Anny

Ane gostava de escrever histórias, era dona de um livro no qual tanto criava quanto vivia contos, estes eram palcos para vários de seus personagens, a mesma facilidade que ela tinha em criar personagens pra sua história, tinha também em abandoná-los nas folhas de seu livro, dando sempre um destino aos seus sentimentos muitas vezes já destinados a estes personagens, as suas histórias... (Ane nunca tinha amado ou sofrido, nenhum de seus personagens jamais desejara se mudar de livro, ou autora... e todos os personagens aos quais abandonava ao longo das paginas sempre morriam de amores por Ane, com isso, jamais passou pela sua cabeça que personagens pudessem entrar nos parágrafos das suas belas histórias sem que ela mesmo desejasse ter escrito).
Certo dia, em um período qualquer de seus textos tão iguais e repetitivos, Ane percebeu que havia algo de estranho na sua história. - Certamente é um personagem expulso de um livro qualquer, procurando abrigo na minha história - pensou ela. Pensando logo em utilizar esse personagem como um coadjuvante qualquer na sua história, tentou apagá-lo e reescrevê-lo de um jeito inteiramente novo. No entanto, era preciso mais que uma borracha e um lápis na mão pra convencer o pertinente/teimoso personagem a aceitar o seu papel. Ane sempre foi de muitos personagens, sempre soube lidar bem com eles, nunca se envolveu emocionalmente com nenhum, até aquele momento, eram relações estritamente profissionais... Todavia, aquele personagem era diferente! Era mais velho e mais inteligente que todos que ela já havia imaginado. Nunca viu pelas paginas de suas histórias um com tamanha beleza, simpatia e sensualidade... Além do mais... PERSISTENTE, parecia mais um personagem para os contos de fadas do que um mero personagem perdido em suas folhas amareladas. Então Ane descobriu que sentia uma ponta de inveja da antiga 'dona' desse personagem, cujo nome dizia ele ser Yuan. Segundo o mesmo, tinha se cansado em participar das histórias a qual ele pertencia antes, ele queria uma que agora fizesse realmente sentido e aquela história segundo ele - disse colocando um ponto final no texto daquela noite - era a história ideal.





... e assim Yuan tanto fez que imaginem só! Ane o aceitou como protagonista na sua história, por anos (2 anos) a fio... E desde então ela que nunca tinha sofrido, sofreu... que nunca tinha amado, finalmente amou... Amou e amou demais, tanto que achou que seria pra sempre, Ane decidiu denominar aquele sentimento como amor, com nome e sobrenome... Ah... Pobre Yuan, tantos meses para convencer Ane de que ele assumiria bem o papel principal em sua história e quando conseguiu fez dela a contadora de histórias mais feliz, seria capaz de fazer tudo por ela, e Ane realmente acreditava e falava que aquele sentimento seria eterno, sem saber que ‘existia uma primavera em cada vida’.
Tudo começou (terminou) quando certa vez precisaram se separar, por quilômetros e por meses, então Ane que nunca foi de confiar ou entregar seus sentimentos pra alguém, decidiu que aquela era a hora de dizer adeus, ou pelo menos até logo... Mas dessa vez, ela já não podia decidir nada, absolutamente. Yuan já tinha desenhado um horizonte pros dois, não tinha borracha, corretivo, ou qualquer outro recurso que Ane usasse que fizesse Yuan desistir do seu sonho e que infelizmente não o fizesse sofrer. E então eles adiariam seu adeus (?) por mais seis meses... No entanto, por mais que Yuan tentasse o contrário, o feliz para sempre dos dois durou muito pouco tempo, não haveria duvidas que Ane tinha se refugiado para sempre (?) em outra história, ela tinha decidido que não ia mais escrever pois conheceu outro contador tão igual e diferente dela (o.O). Se a perguntarem o que ela sente por Yuan, ela dirá que ama... Embora o amor nessas histórias (ir) reais não seja suficiente para fazer se sentir com ‘borboletas no estomago’, é preciso sentir mais... Amor, paixão, frio na barriga. Isto pra ela é essencial. Então hoje ela apenas deseja que seu antigo protagonista seja feliz... Que consiga desculpa-la pelos seus poemas, frases e juras de amor, ou apenas por ela não ter sido capaz de fazer com que seu amor e seu frio na barriga não durassem todas as estações que os dois desejavam no inicio. (ela sabe que Yuan neste momento está lendo este texto, o mais feio, no entanto mais sincero que já escreveu).

escrito em: 18/02/09





da saudade...


A ausência do amor que lhe ofereci
causa frio e a saudade vem cinza no meu coração
Ai reparo nas nuvens, músicas
Percebo uma brisa rara de amor
caminhando lentamente em minha direção

Tão raro e não menos agradável
que o despontar do sol numa manhã nublada
Na minha cabeça, não há nada que desponte
a menos a tempestade..

Não faz mal, suas lágrimas caem
proporcionalmente às minhas lágrimas
Quando cessa leva consigo meu sonho
O sol me lembra algo que já não posso esquecer
Mas as lembranças não aquecem...


escrito em: 29/10/08

sobre você

Cada música que eu ouço, que eu toco
todos os poemas que eu faço.
todas as palavras que tento dizer
agora provam um gosto de solidão
solidão de você. e de mim. de nós.
Tem um cheiro de saudade aquela música
logo aquela que escolhi pra lembrar felicidade
lembrar você
toca agora uma saudade triste
saudade triste de um tempo feliz
tempo em que aquela saia que você me deu
balançava ao vento e ao som de amor
agora ela perde balanço em cada giro
e a cada volta,
E agora todos os sambas que eu danço
já não têm o mesmo sabor
não embalam mais tão bem
o que falta não é amor
faltam músicas
falta vento,
sol..
mar e lua
poemas
falta você.


e vai dando uma fome de amor
e eu acho que ainda te amo



escrito em:
28/07/08

o meu samba


Se a vida gira rápido
o coraçao palpita
em ritmo de samba
vai dar samba, vai dar samba
meu amor.
meu batuque agora
tem um colorido diferente
um sabor bonito
o samba diz pra trazer
o coração
ele precisa dele nesse cordão
e pra 'nao sambar mais em vão'
vem cá menino entrar na roda
e deixar meu coração
dançando nesse ritmo
de samba com rock'n roll

escrito em: 21/07/08

meu.

Tento escrever um texto cheio de musicas e sons,
tento criar um belo poema.
Mas nada que ultrapasse tua alma,
alma de poeta.
Como eu poderia fazer um poema,
se sou personagem principal de tua poesia?
Talvez eu esteja presa a ela...
e nem queira sair...
ando desconfiando
que minha alma foi –se embora,
passear por onde a alegria mora.
Resta tu saber menino
que minha alma se refugiou
no seu sorriso,
no seu toque,
no seu olhar.
Tem mais jeito não,
pois pra ela vir embora,
nem matando a saudade onde ela mora.
No teu abraço fiz abrigo
e acalanto corpo em seus braços,
cabelo em suas mãos.
minha alma em
você.

escrito em: 25/05/08

A natureza faz da vida canção

Era noite, mas o céu apresentava um brilho único e diferentemente lindo, havia ausência de pessoas e de solidão, nem sei se eu mesma estava lá, mas o fato foi que eu vi. Sabia que era impossível eu estar ali, mas não era sonho e se fosse, de tão real e belo não haveria necessidade de acordar, eu estava só...mas só me dei conta quando acabou, ali eu não precisava de ninguém apenas de mim mesma, se fez silencio e o céu dava seu mais belo espetáculo, tinham derramado tinta cor de arco-iris do céu, e elas se misturaram produzindo o mais belo show do universo. Comecei a caminhar contemplando o estandarte até que pafff, cai de um imenso abismo, e acordei assustada, olhei em volta, só havia o abajur aceso, era tudo escuridão, o colorido havia sumido, tentei voltar a dormir, mas não conseguia, a única cor que eu possuía era o cinza da escuridão, senti uma tristeza, não consegui mais dormir, fui até o computador...comecei a olhar velhas fotos e então como num insight veio a luz...o calendário anunciava 1º de Março, aproximadamente o dia que começa a acontecer a aurora boreal no Alasca. e eu vi perfeitamente, mesmo em sonho, eu tinha certeza que havia estado lá, eu vi o espetáculo mais belo da vida.

escrito em: 02/03/08

sobre a saudade

vem pra bem perto
estavámos longe
mas agora,
é só
nós dois
eu e você.
e o sol.

a saudade de alguns meses, foi encolhendo num abraço...o amor aumentando num sorriso, e o sentimento mais sincero brotando atrás de um beijo.
Todos os elementos culturais sofrem transformações e adaptações ao longo do periodo e que estão cotidos em determinadas culturas. A língua, como um destes elementos mutáveis se transforma tanto no âmbito da fala quanto no da escrita.
O "idioma brasileiro" vem se modificando desde que foi instaurado no território nacional, isto se deve à mistura de diferentes culturas e idiomas que aos poucos foram se incorporando ao brasileiro, portanto a lingua portuguesa é uma herança cultural que tem grande valor agregado.
Há quem defenda uma reforma gramatical da língua, porém num país com tantos problemas sócio-economicos, aprovar leis que defendam mudanças linguisticas é perca de tempo e dinheiro. O Brasil precisa de reformas no âmbito educacional e não no linguistico.
As reformas ortográficas exaltam o enobrecimento da linguagem escrita, contudo esse tipo de mudança não é eficaz pois os maiores agentes transformadores da lingua é a população inculta, prova disso é a propria origem do português culto que é proveniente no latim vulgar, originalmente falado pelo povo.
A partir dessa vertente não se vê necessário estabelecer um caminho de mudança na lingua e sim no método com que ela é ensinada, para que haja uma melhor formação e aumento na capacidade de se expressar da população.

Cotas desrespeitam principio de igualdade

Discutir sobre raças humanas é um critério vago, pois está comprovado cientificamente que este conceito é infundado, ainda mais quando se trata de um país com diversidade de origens. Difundir o conceito de raças é celebrar o preconceito e fazer analogia a superioridade de uma sobre a outra.
O sistema de cotas no Brasil, segundo os defensores da tese serviria para diminuir as desigualdades sociais entre negros e brancos. Todavia, esta seria uma solução equivocada para um problema mal definido, já que no país existe uma predominância de desigualdade entre classes sociais e não entre "raças".
As cotas se mostram apenas como uma forma de promover o ingresso na universidade, contudo, não garantem a permanência do individuo nela, já que este não recebeu uma educação básica de qualidade. Elas não alteram os fatores mais profundos que determinam as iniquidades sociais, além do que desrespeitam os princípios da igualdade defendidos pela constituição.
A introdução de cotas, raciais ou sociais, necessitam de um debate mais amplo com a sociedade, visto que se trata apenas de uma medida paliativa que não terá eficácia em combater as desigualdades. A maneira mais efetiva de vencer essas diferenças e permitir a todos que alcancem a esfera dos direitos, é pela generalização da educação básica de qualidade.

qualquer coisa quase nova

oi.
oi.
(frases clichês)
um pedido.
e silêncio.
uma pergunta.
outra dose de silêncio.
uma verdade.
um sorriso.
um acorde.
uma voz.
a mesma pergunta.
rosto vermelho.
uma frase.
e um beijo.
dois beijos.
um encontro.
e fim.
silêncio e separação

gira mundo

Já parou pra pensar no quanto a vida pode ser/é imprevisível? A gente as vezes parece passar por cima dessas "sinuosidades", e para de perceber que cada dia é exatamente diferente do anterior, não existem dias iguais, você é você hoje,todavia amanhã já mudou uma parte do seu eu, e é uma pessoa diferente, e assim sucessivamente até que chegam os amigos, que também mudam a cada nascer de sol, eles não percebem visivelmente alguma mudança pois também mudaram seja para lados iguais ou opostos...por vezes alguns amigos "estacionam" no tempo, talvez por não compreenderem que se houvesse 44 (ou é 45? ah não sei) pôr de sol durante o dia como no asteróide 3251, mudaríamos 44 vezes, e cada nova mudança significaria uma amadurecimento de ideias ou comportamentos, estes amigos que se perdem nessa rota de tempo, parecem não compreender essas mudanças e por vezes você recebe o nome de estranha por agir de nova maneira a cada dia, por ser imprevisível, ou por não repetir as mesmas palavras todo dia, o mesmo olhar, ou o mesmo oi, talvez por que seus atos, gestos e palavras apenas saem espontaneamente do seu corpo num grito surdo mas percepitivel de dizer..."Eu tô mudandooo.."

escrito em: 29/10/07

Esse imenso e desmedido amor


"Eu já não sei quem sou, tão dedicada a ti..." Talvez as linhas saiam [estáveis como a cidade] e talvez o texto saia daquelas ideias que vem e vão, mais abstrato que toda abstração musical sentida agora... Sentada da frente do computador, querendo esquecer, ou sentir alguma coisa que substituísse toda aquela melancolia...não que tenha sido um dia ruim, mas são cinzas sempre nos cobrindo de sombras...e cores... cores escuras e sombrias...o pôr do sol era cor de estanho, o céu era piscina de sangue, sua dor já não parecia significar muita coisa diante da sua visão tão embaçada da vida...foi pra escola, pegou um ónibus lotado e em todos os outros caminhos você estava... outro ónibus vazio agora...a ausência de barulho e o ónibus se afastando a passos rápidos da loucura do centro, parecia ser ainda pior e a paz que não viria, a agonia...seguiu para mais um de seus deveres que naquela tarde se tornou longo e doloroso, e todos os carros de som pareciam tocar a música, tudo era você, menos o material, queria tocar...quis que o vento fizesse mais contato com sua pele e sentou novamente na janela, onde enxergou novamente todas as cores belas do dia, mas tinham sabores diferentes...[se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais]

escrito em: 23/10/07

A dúvida é o preço da pureza

Andava displicente na rua, um passo quase retrógrado, desanimado pra mais um dia cheio, mais um feriado sem nexo, sem sentido, queria fazer tanta coisa, mas aquela cidade inútil não lhe oferecia oportunidade alguma de entretenimento, logo ele, logo João que desejava tanto ter um contato mais intenso com o meio... Resolveu ir até o bar mais próximo, sentou-se sozinho numa cadeira confortável, espaçosamente fez seu pedido e contemplou sem maiores admirações a paisagem, os carros lançamentos, as belas gurias passando, a vida boémia e sem graça daquele local.
Uns mochileiros passaram correndo, e deixaram pra traz um postal, João teve preguiça de pegar do chão, mas como ele se postava bem adiante dos seus calcanhares, leu num puro gesto de impulso ou passatempo, seu café estava demorando, e estampado na frente do papel havia um por do sol e uma paisagem que imaginou ele, não encontraria uma tão bela por ali.. paisagem surreal aquela, água cristalina, gramado,eucaliptos... era o que ele precisava, mas imaginou que em meio a catinga não haveria cena tão surpreendente. Pegou o postal para mostrar a sua esposa, e diria a seus filhos que os levaria nas férias de verão pra lugar como aquele, olhou atrás o nome do lugar e estranhamente havia escrito “Vitória da Conquista – Ba”. João não enxergava motivos para alguém mentir sobre as belezas naturais de um lugar – imagina se no meio a esta caatinga de mato seco, haverá algo de belo – disse alto. Um velho senhor pediu o postal, e disse saber da existência desse lugar, e jurou ser verídica a informação atrás do postal. Mas João achou que não valia a pena procurar, afinal devia ser apenas um fotografia bem tirada de um lugar sem graça, além do mais muito perigoso se embrenhar por mata fechada...imagina aquele risco não valia a pena correr (preferia viver ultrapassando sinais vermelhos, em função de um tic tac de relógio, preferia atravessar fora da faixa, ou discutir com o açougueiro, não, ele não corria riscos na grande faixa de civilização, bastava chegar em casa antes do sol se por e sair depois que já tivesse nascido, não seria assaltado assim.)... Então um dia João teve que mudar de cidade em função de seu trabalho, ele foi embora sem se lambuzar do mais belo estandarte, sem comer uma nuvem de algodão doce e sem ver o mais belo por do sol da Bahia. Mas os mochileiros aproveitaram por ele.

escrito em: 19/10/07

e o mar...

E o mar levou consigo toda sua tristeza... A onda inundou seu pranto, carregou a melancolia, e o rancor já não habitava ali... É a natureza curou... e mostrou um futuro [cheio de esperança e luz] a ela, desde então começou a sentir que a areia escorrida de sua mão era sua infelicidade indo embora... e então escreveu a natureza e disse a si mesma que a paz e a alegria a ajudaria a pensar, não estaria mais sozinha... mentalizou uma mensagem na areia que a onda apagou e levou ao destino desejado... compreendeu por um segundo a vida e já não via monstros no fim do mar, só desejava agora sentir novamente a perfeita sincronia entre os elementos, então andou até sentir êxtase de felicidade, abraçou o vento, sentiu o cheiro da brisa molhada e deitou ao sol, observou as nuvens dançando no céu de azul florescente, o cheiro do sol, que molhou sua ponta no fim do oceano quando se pôs no horizonte fez ela se sentir num dia de sábado a tarde com ele, [o vento elevou sua imaginação], já não estava ali, mas voltou quando a lua avisou que era noite de lua cheia, podia entender muita coisa agora, mas isso ela não podia contar...

escrito em: 04/10/07

vamos fugir


Longe de qualquer lugar que vocês costumam chamar de civilização..."o vai e vem das ondas me deixam em paz..." Os ruídos dos motores, a televisão, o corre-corre e o caos visual da 3ª maior cidade da Bahia vai ficando pra traz, o cheiro de asfalto vai se confundindo com o cheiro de mato seco, e o barulho estressante dos carros de som vai dando lugar a um reggae bem raiz, de longe ela escuta um barulho de água, é a primeira cachoeira, tão grande quanto o tamanho de seus sonhos, ia se jogar de lá, quando viu "o mar se apaixonando por uma lagoa", se banhou nas aguas claras, subiu o morro e de lá viu o mundo do alto, percebeu que era uma pontinha de areia "no olho do furacão", se jogou ao infinito, achou que voava, mas era a uma tirolesa que estava amarrada, caiu no mar, abriu os olhos e o sol só esperava aquele momento pra se pôr e avisar que o maior espetáculo do mundo quase sempre nem é observado, é natural e belo, sentou na areia daquela praia deserta, sentiu afundar... foi engolida por uma onda gigante e de repente já se percebeu num mergulho onde as águas eram azuis, viu golfinhos e peixes, estrelas do mar e algas, as sensações se misturaram e quando se deu conta tinha acabado de acordar na frente da mesa do computador, sua coluna latejava de dor e seus olhos cansados desejavam voltar pro sonho, bastou olhar pra mala vazia no canto do quarto, e se lembrou dos biquines que não havia separado, decidiu arrumar a mala e decidiu que vai embora sem deixar noticia que é pra ninguem saber, onde ela anda, o que que ela anda pensando, o que que ela anda fazendo não interessa a ninguém, além dele e dela...


escrito em: 27/09/07
Nada que digam poderá atenuar de alguma forma o que eu sinto.
meu coração vazio anda sem espaço para declarações, para amizades, para sorrisos...
Hoje eu não quero a casa cheia, nem as janelas piscando com assuntos interessantes e fofocas da hora...
Não quero correr de alegria, nem esperar o momento certo para dar um belo susto em alguém...não quero correr riscos, nem procurar a sombra de uma árvore.
Não vou olhar pra lua, nem esperar o por do sol...
Vamos sim, contar as estrelas e ver que o número não é maior que minhas confusões.
Hoje não darei sorrisos soltos, nem palavras serenas, nem beijo na boca.
Dispenso o abraço apertado e as brincadeiras...
Tirem a música e o sono.. a previsão do tempo...
Não acenda os incensos, a não ser aquele com cheiro de solidão.
apague as luzes...
por que hoje eu não quero provar do seu fel
nem ouvir suas lamurias, hoje eu quero sair só, me descontrolar e correr nua na rua.
quero fechar a porta e não escutar barulho... e não mecha a fechadura, nem chame por mim
eu não estarei aqui, nem eu...nem meu consolo minha alegria, minha paz...
e meu espírito já cansou da dor, cansou das falsas amizades, da decepção
das futilidades, qualquer música agora é ruído desagradável, e o coração já não toca mesma musica alegre, resolveu jogar sua serpentina fora... cortou seu nariz de palhaço e suas saias coloridas, jogou todos os enfeites fora, as pulseiras de momentos agradáveis foram para o lixo e ela se entregou a tempestade.

escrito em: 23/09/07

Quais são as cores que você quer, pra me transformar no que te agrada

Dia claro, ela voltava "esperançosamente" pela calçada, olhando pra rua vazia e pra noite escura, a espera de algo que teve a pretensão em achar que aconteceria, não aconteceu, e aquele abraço quente não veio, nem menos as palavras de sempre, nem as brincadeiras, nem nada. Foi perdendo sua alegria, e seu sorriso já não passava de um simples e impreciso instrumento de disfarce, sim, era preciso fingir! Será que ele sabia? Achava que seu mal, era saber interpretar pouco as doces palavras que saiam daquela janela de computador, não sabia se estava certa, mas uma coisa tinha certeza, seu coração já não palpitava a mesma melodia, talvez agora ela não soubesse ao certo que ritmo soava, mas sentia uma vibração estranha parecia bossa nova com rock'n roll.

escrito em: 15/09/07

você tem medo de que?


Logo que eu aceitei o desafio, pensei que seria fácil dizer sobre algum dos meus medos, já que sou considerada uma pessoa medrosa, mas parando assim pra pensar, medo pode ser uma coisa bem grande não é? Ou por ora bem pequena... mas nossos pequenos medos talvez não sejam coisas de grande relevância, já que a gente pode perdê-los ao longo da vida (medo de barata, medo da prova de química, de abelha...), mas qual é o meu maior medo? Talvez da solidão, não sei, esse talvez seja um medo futuro e agora eu tenho medo de que? Medo do vestibular? Medo de ser assaltada? Talvez... na verdade sabe aquele medo grande que te paralisa, que te deixa aflita por dentro, que só de pensar já da vontade de chorar? Então, lá vai... é o medo de ver as pessoas que você ama indo embora, mas não é embora de cidade, nem de bairro... é aquela ida, passagem, pra uma coisa melhor talvez, se essas coisas existirem mesmo, mas pra uma pessoa agnóstica, encontrar conforto numa hora dessas é um tanto difícil e ainda vem o medo de que com essa perda, possa haver outra... e possa haver tristeza e dor no coração de quem você mais ama.

escrito em: 09/09/07

Maria

Maria nunca acordou, Maria nunca se mexeu, há dois anos ela habitava sonhos e pensamentos, esperança e ansiedade, mas o dono do sonho não conseguiu transfigurar seu sonho para a realidade sem deixar que ele transcendesse o limite da compreensão, Maria tomou conta sem querer da sua razão, e João pensou que só haveria um sonho possível a se imaginar, não soube que não existe apenas uma Maria na vida, e que no decorrer desta aparecem várias Marias de distintas formas, sabores e intensidades, essas marias por não caberem em si, habitam o coração dos vazios e dos sedentos delas, cabe a estes corações desabitados ao ser preenchidos, o poder de controlar, entender ou apenas sentir. João como tantos outros, apenas não soube o que significava aquela euforia de sentimentos em seu ser, não soube o significado e levou Maria a sério, enquanto deveria ter brincado de esconde-esconde com ela... João achou que Maria existia quando era apenas um personagem fruto de uma imaginação mal semeada, uma fotografia em sua alma ainda imatura pra entender, achou que todo inconsciente podia ser entendido como realidade, e devia ter encarado Maria como o mais belo e puro sentimento, ou afinal tê-la chamado de amor com nome e sobrenome.

escrito em: 08/09/07

Mamãe vou fazer dezessete


O dia mal havia começado e ela já estava acordada, perambulando pela casa desde as cinco horas da manhã, muito estranho aquele fato, já que seu horário habitual era acordar às seis...Mas alguma coisa naquele dia a deixava inquieta, preferiu levantar, tomar uma água, e resolveu que naquela manhã, encontraria seu pai, coisa que ela só fazia aos fins de semana, pois quando ele saia pro trabalho ela ainda estava dormindo, quando chegava acontecia a mesma coisa, decidiu levantar antes dele sair pra mais um dia de escola, preparou o café (O famoso X-mizera, pão com mortadela, já que não sabia fazer outra coisa), adoçou um suco já preparado, pôs um pouco de gelatina na sua tigela predileta, bateu na porta do quarto, e entrou com o projeto de café da manhã com aquela alegria contagiante, que espantou seus pais. Deu um bom dia todo especial, e exclamou em seguida: - Mãe, pai, hoje é seis de setembro sabia? É, é isso mesmo que vocês pensaram, ainda dá tempo, comprar meu presente de aniversario, aliás, vai demorar um pouco pra deixá-lo como eu quero e pra regularizar os papeis, e dia VINTE E UM ele precisa está prontinho aqui.
Como se ela adivinhasse as interrogações que viriam depois, começou:
_ A pai, vai dizer que não está lembrando... Desde que eu me entendo por gente, e peço um presente descente de aniversario, você sempre dizia – filha aguarde até os seus dezessete anos, então eu te darei um carro, você aprende a dirigir e com 18 já tira a carteira, assim pode me levar a todos os jogos de futebol.
Ao ouvir isso eles não acreditaram que era aquele o motivo da euforia, e então ela continuou:
- Acabei de sonhar que você comprou uma limusine rosa, poxa pai... Eu sempre disse que queria era um fusca verde limão não é verdade? Quando acordei fiquei tão desapontada e preocupada que o senhor comprasse o carro errado, que acordei e vim aqui correndo avisar.
Agora eu dormirei novamente, por que hoje a tarde preciso está em perfeitas condições para o teste driver.
E do mesmo jeito que entrou ela saiu, mas agora não segurava mais a bandeja do café, saia de mãos atadas, e ao ver a triste cara de pasma e o desespero do seu pai, lembrou do que a música de Titãs e do que os gritos de guerra dos anos sessenta diziam: “Não confie em ninguém com mais de trinta”

escrito em: 06/09/07

Os sentimentos vazios de joão


Numa manhã nublada, João acordou, foi caminhando a passos lerdos até seu destino habitual, resolveu que iria passar algumas horas pela floresta, pois desde o seu ultimo sonho não havia ido lá. Sonho feliz aquele, era uma pena que não tinha se concretizado. Mas João não estava pensando nele, pois desde seu ultimo desencontro amoroso não sonhava mais, não se permitia pensar na Maria... Só trabalhava, estudava e ia ao cursinho naquela rua sem gosto e escura, assistia às aulas, mas não como quem assiste a um jogo de futebol, seus olhos caminhavam passivamente e não enxergavam razão em viver, e assim ele não esperava outrora nem vivia, existia apenas, encarando a vida como uma simples passagem de corpos sem amor, e não falava português por que no seu vocabulário não existia mais a saudade, há muito tempo também havia extinguido a esperança e com ela tantos sentimentos.
Embrenhou a floresta, como quem caminha sem destino numa tarde de chuva, foi aumentando a velocidade dos seus passos na medida em que o tempo se fechava, pois não queria se molhar e muito menos correr risco de pegar um resfriado, sem saber que direção seguir, e sem saber por que, olhou à sua direita e inesperadamente avistou a cabana do sonho, então de súbito todos os retratos antigos se arrumaram, já não lembrava que se atrasaria para a aula se não saísse logo dali, mas o único desejo que lhe veio à tona foi correr o mais depressa possível, não poderia permitir que a floresta brincasse com ele novamente escondendo o casebre, guardou todo seu cansaço e o deixou junto a sua mochila, sem saber ao certo como chegar, deixou ser guiado quase que pelo vento ou intuição, cinco minutos após já se encontrava a frente da cabana surreal, todavia esta não parecia muito convidativa, sua porta escura e entreaberta, com gosto de solidão, suas paredes tão esburacadas, e a cobertura advertindo que não demoraria a ruir, em nada se pareciam com a cabana idealizada por ele inconscientemente, nada havia de doces, infantil, nem ao menos bruxas, gnomos ou Marias...
Decidiu entrar assim mesmo fazendo um barulho perturbador, a sala pouco iluminada lembrava alguma coisa em seu sonho, e ao deixar a luz penetrar no canto inferior do recinto viu a lareira, que iluminava triste aquele ambiente sem sinal algum de vida, sentou-se no sofá pois o cansaço deixado por ele na mochila pareceu correr para ele naquele instante, extasiou-se ao olhar todo aquele ambiente, precário e belo, simples e rico em fantasias e lembranças surreais. Viu um relógio que já não funcionava, estatelado na marca de 5 horas, lembrou que em seu sonho havia o mesmo relógio, mais novo, mas com a mesma marcação de tempo.
Começou a observar achou um candeeiro e a sala pouco iluminada se tornou um recinto de luz, João que tinha desistido da vida, com tanta coincidência decidiu que esperaria por Maria dessa vez, alguns dias se passaram e no fim ele deixou que a esperança o abandonasse novamente, mas não foi embora da casa, havia encontrado nela uma paz e certo conforto tão incomum a ele, que achou que a casa guardava algum segredo, definiu que iria em casa pra pegar suas coisas, trancar o cursinho e se despedir do único amigo que tinha, mas logo um pensamento invadiu sua cabeça, se ela não o encontrasse? Ou ainda... se ele não conseguisse mais avistar a cabana?... Então num súbito relance talhou a canivete no chão de madeira bem em frente à entrada, João com Maria, Maria com João.
Duas semanas depois João voltou a floresta e a cabana se achava mais convidativa que da outra vez, por uma fração de segundos achou que Maria estaria lá dentro. Mas ao entrar guardou novamente sua esperança por dois anos, até que João cansou da vida e morreu.

escrito em: 05/09/07

Nuvens


Eu nunca soube do que são feita as nuvens, parecem algodão doce, embora não gruda nem meleca tudo quando a gente deita nelas. Elas têm cheiro de loja de guloseimas cheias de açúcar...
Um dia eu deitei numa nuvem ao som de uma bela harpa, passei horas lá em cima olhando o caos aqui embaixo e descobri que o céu é um mar de cinema, aliás, de cinema não... por que mais belo que mares impossíveis de cinema, são os mares possíveis e tão mais belos da realidade...
Se eu cansar do caos de novo, eu virarei pra cima e verei todas as nuvens mais altas com todas as suas formas e sabores diferentes, sentarei na que tiver o desenho mais belo, deixarei os deveres e compromissos por aqui e chamarei alguém pra mergulhar na imensidão do azul comigo, direi a ela que é uma pena o mar do céu não ser uma piscina de bolinhas pra gente brincar de ser criança quando for lá em cima...

escrito em:04/09/07
Procurando um mapa, mas a única coisa que encontrava era o nada, perdido naquela sala clara e fria, tão escura de ideias que a claridade do sol já não iluminava meus olhos cansados, cansados e famintos por ambientes novos, como eles desejavam que o tempo corresse, nunca enxergou 90 min e sentiu passando segundo por segundo como daquela vez, precisava sair dali, pensar em alguma coisa produtiva, ao menos pra ela, não estava afim de analisar motores de carro, nem efeitos de ondas de som, ela queria era conversar sentada na grama, ou pelo menos tomar um ônibus e ir pra casa dormir, mas infelizmente o fiscal da sala era fisicamente mais forte que ela e então ela se viu trancafiada e aqueles 90 min perduraram por dias, pegou um papel e foi escrever, olhou no relógio, só haviam passado 5 min, virou a folha, usou todo o verso, passou pra prova, faltava uma frase pra terminar seu quinto texto, então ouviu a contagem regressiva de seus colegas altamente mais ansiosos pra sair que ela, e pôs um ponto final, juntou seus materiais, disse alguma coisa ao professor e foi embora...

escrito em: 03/09/07
Todos diziam a Maria que ela era meio esquisita, classificavam seu estilo como meio hippie, ela valia por meia de tão magra, ela ia a aula e sua presença era meio importante, escrevia meio bem e era meio ruim nas exatas, corria meio rápido e dizia meio embolado pois sua língua era meio presa, tinha um pé meio grande e seu cabelo era meio ruim, se apaixonou por um menino meio diferente, meio playboy, meio perfeito, ela odiava o meio termo mas sempre se enquadrava meio neles, a única coisa que nunca conseguia fazer pelo meio era amar ela era amor por inteiro. Mas era amada pela metade sempre.



escrito em: 01/09/07

Alguma explicação


Tecia um filtro dos sonhos, assim como quem tece uma cadeia de sonhos prestes a ser destruída, estava confusa, estranha, ansiosa por um acontecimento que não sabia ao certo qual era, nem se aconteceria, mas tinha se permitido ficar ansiosa, e assim sem razão tomou um ônibus qualquer, para um ponto qualquer da cidade, na esperança de que achasse algo interessante pra fazer. Mas cidade estranha era aquela, não havia nada nem ninguém, apenas semblantes indiferentes passando pelas calçadas em cima de saltos, vestidos com roupas cheias de nomes e marcas, e ela não encontrava um lugar onde não estavam, foi pra aula de uma coisa qualquer e descobriu que as pessoas eram tão diferentes e seus gestos banais e artificiais enojaram ela, decidiu sair, correu pra não esbarrar com ninguém, por onde passava as pessoas olhavam e disfarçavam, fingiam conversar trabalhar, mas ela havia descoberto, era tudo um plano, uma super produção, sua vida era novela e já não havia razão pra achar que era triste, por que se estava certa ela era a mocinha e tudo daria certo no final.

escrito em: 31/08/07

O sapo lilás


Esperava por algum sinal, desde o dia doze dos últimos 2 meses, ela esperava alguma carta, qualquer coisa que fosse. Do outro lado do país, disseram a ele não demoraria mais de uma semana pra chegar. Ela esperou daqui e nada. Foi ao correio e procurou pelo pacote, esperançosa dele ter colocado o endereço errado e o pacote está "empacado" na agência. Negativo. Disseram que o pacote já fora despachado, não houve argumento que fizessem voltar atrás. Chegou em casa indignada com aquela falta de respeito, ele ligou, ela explicou, ele revelou o que a muito desejaria que fosse uma surpresa, no pacote havia um sapo, havia um sapo no meio do pacote, nunca se esqueceria daquele sapo... mais um sapo para sua coleção de sapos de pelúcia, quase sem sapos, era mais ou menos grande, daqueles que se coloca na cabiçeira da cama, ele emitia algum som, coisas que ele conseguiu descosturar do sapo e gravar sua propria voz, seria aquela a lembrança que ela guardaria dele, e sua voz estaria sempre presente com o seu amor. Mas não havia sapo nenhum, provavelmente ele fugiu no caminho, (é o que os caras do sedex querem que ela acredite, só pode!). Os objetos estavam divididos em dois pacotes, um grande no qual havia o tal do sapo e mais alguns produtos artesanais, que por sinal ela desconfia que nunca verá a cor, e em outro pacote menor duas tocas e um chaveiro de sapo, que por sinal não deveria custar muita coisa, por "coincidência" esse pacote chegou ao seu destino final, mas o sapo coitado deve ter ido coaxar em outro quintal aliás, ia esquecendo da gravação, o sapo deve ter ido levar a declaração de amor pra outra casa, que ela e ele nunca saberão onde é, nem e vai escutar aquelas palavras. Eles vivem no país em que não se pode ao menos enviar um presente do dia do namorados e ter certeza que ele chegará, não adianta processar, afinal, é muito dificil haver casos de reembolso, e mesmo que haja, o dano nunca será desfeito, ela espera até hoje seu lindo sapo lilás chegar pelo correio e dizer eu te amo, com uma voz bem conhecida, mas que ela sente saudade, pois já não a escuta todas as noites. Ele diz que comprará outro, mas ela não quer mais, queria aquele, era o sapo lilás que combinaria com a parede do seu quarto, era o sapo único e exclusivo que ele mesmo tinha se encarregado de produzir sua voz, era seu presente do dia dos namorados.


escrito em: 17/08/07

Duetos

1ª parte de um sonho bom ...


Acordou sobressaltado
Triste ao perceber que um dos seus sonhos
mais belos havia terminado...
E a sua vontade de dormir passou
Ele não queria mais sonhar, sonhar

Não queria tecer mais teia alguma de sonhos
Agora ele queria transformar essas teias em realidade
Não queria se iludir com tantos sonhos
Mas ao ver um sorriso, inusitadamente
Ele volta a sonhar

Mas ele continua acordado
As marcas ele guarda
As lembranças perduram
E a solidão dos pensamentos já não existe
Agora sonha acordado o dia em que farão contato novamente

ele

2ª parte do mesmo sonho

Ela sentiu como se já tivesse vivido aquilo antes
E seus sonhos borrados num papel
Pareciam se remexer em sua mente
O sol brilhava diferente

Ela queria encontrar alguém especial em sua vida
Foi quando, andando a passos curtos pela calçada
Viu um papel amassado e aparentemente
Sem validade no chão...

Pegou na desculpa de matar a curiosidade
Mas ela já sabia..
E havia um poema transcrito
Curiosamente denominado sonhos
Ela sabia que era pra ela

Mas deixou subtendido
Sua mania obscura
De não entender
Naquele dia não conseguiu conter
E transcedeu pelo papel maché amarrotado
E resolveu dizer a ele
Que era mais que importante na sua vida
Ele acordou novamente
E resolveu que os sonhos estavam ficando bons.


escrito em: 15/08/07
"Bem atrás da casa havia uma
Linda flor, você nem viu..."

Passava por ali todos os dias, mas não olhava para os lados, sempre apressada, deveres e compromissos, tomando conta do seu dia, não havia tempo para reparar nos canteiros muito menos nas flores, flores estas que não estavam escondidas, mas demorou a percebê-las, precisou que um espinho sem ponta, um espinho lhe perfurasse os ouvidos chamando atenção, e ela pode perceber a partir daquele momento todas as flores em todas as toscas avenidas de fumaça da sua cidade e a felicidade exala agora de suas pétalas, têm cheiro de saudade e de amor, são rosas coloridas que ela quer enxergar azul, para eternizar àquela que murchou... da próxima vez pedirá uma de plástico porque elas não morrem, duram mais, em contrapartida não consigam talvez exalar do amor fresco em suas pétalas...


escrito em: 14/08/07

João e Maria, João sem Maria

Maria andava displicente contornando a floresta, torcendo para que aquela chuva cessasse, na verdade o que mais havia naquela manhã clara era sol, mas ela precisava espairecer sobre a tempestade sonhada na noite anterior, tinha certeza, que já tinha avistado a cena do sonho em algum lugar, já tivera deja vu outra vezes, mas era a primeira vez em que a paisagem do sonho saltava pra realidade. E lá fora ela a procura do lugar, da cabana no qual se refugiara da tempestade surreal com seu alguém a quem decidira dar o codnome de João, não havia nome melhor já que espalhava aquelas migalhas na floresta a fim de não se perder.
João andava exatamente na orla da floresta, sentido oposto, já tinha estado ali mais vezes, mas nunca sozinho, nunca a procura de algo que não tinha certeza se existia, mas se perguntava se a cabana do sonho teria sido a mesma que avistara semanas atrás quando acampava na floresta com alguns amigos, estava indo no sentido do coração da floresta, quando resolveu espalhar alguns pedaços de pão, não podia se dar ao luxo de se perder, e nada mais justo que fazer como na história infantil, no fim ele desejava que os passarinhos comessem as migalhas, pois se encontrasse a cabana, teria certeza, não se preocuparia em achar a caminho de volta, não se ela estivesse com ele, ele lembrava que ela havia dito o nome, nome engraçado aquele pensou, combinava com João, mas ele se esqueceu de dizer seu nome pra ela, de que importava também? Será que ela estaria a sua procura? Será que se lembraria quando acordasse? Será que teria sido somente um sonho, loucura? Ou será que aconteceria o que ele queria ver?
Deram voltas e mais voltas, sempre em sentidos opostos, ela já amava ele, ele já amava ela, ela e ele, se completaram naquele sonho inocente e infantil, desejavam se encontrar, ela espalhavas migalhas e ele também...e as migalhas dela cruzaram com as migalhas dele, mas descartou a possibilidade de serem de outra pessoa as migalhas, com certeza, pensou ela, já devia ter passado por ali. E rodaram a tarde inteira, até que se cansaram, cansaram do amor não desfrutado ainda, cansaram de procurar e não encontrar, desacreditaram no sonho e no amor, acharam que dar vazão a um sonho é se entregar a loucura e acharam que a loucura não valia a pena, nem João nem Maria acharam a cabana, embora eles já tivessem a visto em outras ocasiões, talvez quando o amor brotava dos seus corações, talvez quando acreditavam em eternidade, esqueceram que as coisas acontecem a seu tempo, e saíram da floresta um pra cada lado, voltaram a sua vida normal, e nunca mais sonharam.

escrito em: 12/08/07

coisas que não cabem em textos de blog


Trouxe consigo nada mais que seu doce encanto, acompanhado por uma rosa amarela...
Tão surpresa não sabia o que dizer, só soube cair em seus braços...
E os 37 dias, não eram mais que 24h, e assim sem esperar, ela vestiu e se embedeceu do amor cor de rosa novamente...
Não tarda a ir embora, um dia poucas horas...pra dor de não ser mais sua voltar..
Deitados do chão, na grama, no jardim, olhando as estrelas, e descobrindo que o universo é pequenininho pra tanto amor..
queria um beijo de cinema..
um verso de amor..
queria saber da sua vida...
dava detalhes...
"reparou nas virgulas"...
apenas amou...
queria um poema..
escreveu..
completou..
tocou o que não sabia direito...
tirou uma foto..
pediu um reggae...
queria um rock...
tocou...
e ela entrou na música dele...
e ele na dela...
Ela e ele
Ele e ela


foi embora..
Lágrimas cairam dos seus olhos..
enchugou...
Nada mais errado que enxugar lagrimas que ainda tornarão a cair..
E não passarão...
E o carro deu partida...
Ela e ele
Ele e ela



"E o beijo que você deu é seu, é seu é seu beijo..."

escrito em: 05/08/07

História inacabada

Saia da aula, aparentemente apressada.. intervalo... não daqueles de escola tão rápidos... era um longo intervalo entre a aula... mas não conhecia ninguém, e a solidão cheirava a mais solidão, que dava a ligeira impressão que aquele tempo demoraria um século pra passar....e os segundos caminham lentamente, assim como as aguas que banham o oceano em dias de calma... ventania? não demora a aparecer... tum... tum.. apareceu.. com ela, ele... com ele, ela...supostamente levado pela desculpa em que a propria ventania fizera cair uma velha foto da sua bolsa, não tão mais velha nem desbotada, e ventania própria que ele mesmo provocou...reticencias que tentava tirar... mas só colocava mais... perguntou quem era ele, perguntou quem era ela, não responderam como todo mundo faz...diseeram não saber... ela perguntava, ele pestanejava e respondia... tão subjetivo que ela conseguiu adentrar nos pensamentos dele, ficando tão ou mais intismista quanto ele... mas irritou-se, e já não queria perguntas na sua mão, jogou pra ele, que disse - sairia de jogo se fosse o caso. Não fosse o caso, não poderia, depois de toda ventania... seu sorriso já esboçava confusão...Quando uma pergunta, não se sabe se de caso pensado, resolveu saltar das suas entranhas, pergunta "incabida" pra ser fazer.. naquele lugar... depois de tudo que já conseguia provocar... resolveu fazer duas então pra vê se acalmava, ou enfeitava ainda mais o vendaval...e como se já não bastasse a previsibilidade daquelas perguntas, só cabia uma resposta... mas era imediatista... que não poderia adiar... e sem pensar que o não era sim, e que o sim era o não...de acordo com a interpretação do individuo incoveniente... respondeu SIM, nada mais conveniente que trocar a ordem das perguntas feitas, e assim o sim se tornou não, que pra segunda pergunta teve som de SIM, e ai teve que cumprir a promessa...

e assim terminou de começar o possivel começo de uma grande...de uma grande... grande... três pontinhos...
hum... Muito barulho, aos sons de alguns tantos instrumentos que tocavam cor de rosa aquele dia...
... Curto espaço de 10min... os primeiros 3 min passaram mais devagar.

escrito em: 31/07/07
não está aqui, talvez bem... além...
talvez e só. quem sabe?
versos soltos... palavras...
definíveis? o que a gente sente?
as virgulas dos versos soltos...
minhas palavras sem nexo ou dentro deles...
seus versos soltos...minhas rimas..
ausência... presença de lembranças...
fotos esquecidas em velhas gavetas...
você.
eu.
nós.
talvez.
e quem é que vai dizer?
a gente consegue explicar?
o tempo.
não.
o que aconteceu...
a gente sente, e sonha, e pensa...
não sei.
e pensa.
não vê... fala...escreve...e sonha
sempre... nem dói..
e sonha... e sonha..
doí a saudade.
nosso amor... fim talvez.. não sei..
talvez o começo.
nunca.
sempre.
recomeçar.
mas já começou?
virgulas?
interrogações... "purquê"
as vezes.
e pontos continuativos.. sempre...
mas fazer o que?
não custa.
o amor vale.
entender limita talvez.
e eu consigo descrever?
por que?
vale tudo.
limita dizer que o amor dela é ele.
ninguém sabe ao certo se consegue. é grande... maior...
é sentimento... puro..
amar e só.

escrito em: 16/07/07

Através da minha janela


Há algum tempo eu podia ouvir do meu quarto um barulho que me desconcentrava das leituras. Gritos e gargalhadas, muitas gargalhadas, eu ia até a janela e via crianças correndo, jogando bola, pulando amarelinha, sorrindo... Nossa! Bons tempos aqueles em que eu me distraia por horas observando aquelas cenas.
Mas a cidade cresceu e minha rua já não é a mesma de outrora. Hoje outro barulho me chama atenção, não são mais os gritos e risadas das crianças, mas o ensurdecedor barulho das buzinas e motores.
Quando olho através da janela, nõa encontro mais aquela alegria pueril e singela. Agora semblantes indiferentes passam e desaparecem na multidão. O desenvolvimento e a urbanização trouxeram o "progresso" , a "ordem" e tiraram das nossas crianças o direito de brincar livremente nas ruas, pois estas já não são mais espaços seguros para brincadeiras infantis.
Na verdade as únicas crianças que posso observar daqui, são aquelas ali na sinaleira, elas não estão brincando de bola ou boneca e sim de "ser gente grande".

escrito em: 04/07/07

sempre precisa de alguma coisa


...Ultimamente ela sente uma necessidade crescente de ter alguém ou alguma coisa pra se apegar, "preciso dizer que te amo", são tantas coisas ruins acontecendo no mundo, que ela precisa de uma válvula de escarpe pra encontrar e descançar sua felicidade, ou ao menos acreditar encontrá-la um dia. Todavia ela já não tem mais válvulas, já que o seu brinquedo, seu passatempo favorito foi embora, ela também não tem mais desculpas para ser feliz, já está completa, inteira e segura de si, mas essa própria homogeniedade como ela mesma é o que a deixa mais vazia, ela precisa amar...

escrito em: 02/07/07

sempre precisa de alguma coisa

Labirintos particulares


É tão estranho recordar de repente de alguma coisa, que parecia esquecida ou até mesmo enterrada nos labirintos de sua memória, é... as vezes por meio de um lugar, um livro, uma pessoa, um conto... ou uma... música, a gente acaba recordando coisas que já havia parado de se dar conta. No meu caso foi uma lembrança tão boa e não mais antiga... e tudo começou por conta de uma música de Beethoven, passada por um link via msn por um amigo, no começo nem tava gostando muito de "ter" que escutar a música, afinal não tava afim de ter que pausar Teatro Mágico, mas foi começar a escutar a música e o som não me era estranho, e aos poucos fui viajando, parecia que eu tinha entrado num túnel do tempo literalmente, e me vi no meu aniversário de três anos, dos presentes que ganhei não lembro bem, mas o que mais chamou minha atenção foi um porta jóias, em formato de coração, tinha uma bailarina na tampa, e quando eu o abria, executava justamente a música que eu estava escutando... nossa, e essa música me fez lembrar de tanta coisa dessa época, bem como qual teria sido o fim daquela caixinha de música, ou porta jóias como quiserem... pensei, pensei e acabei lembrando... eu sempre tive horror a bailarinas, talvez a origem do trauma tenha sido no ballet, pois todas a "pequenas bailarinas" era tão insuportáveis a ponto de eu sair chorando no final de cada aula. Entretanto sempre foi desejo de minha mãe me ver escalando por ai, fazendo aqueles gestos frescos, e andando com aquelas garotinhas metidas a gente, sempre odiei ir ao ballet, a não ser pelo fato de perto da escola tinha uma praça cheia de flores, árvores, além do mais eu podia ir de bicicleta, fora isso, a aula parecia não ter fim...então voltando a caixinha... parecia que cada nota da musica me fazia lembrar de mais alguma coisa, então essa mesma música me remeteu a Setembro de 1995, minha mãe pretendia fazer um aniversario a fantasia, e como eu queria que ela comprasse uma fantasia da minnie.... mas pra minha decepção, quando desembrulhei a caixa, havia uma fantasia de bailarina, nessa época claro, eu já não fazia mais balé, e minha mãe tentava me estimular pra voltar, achou que a fantasia me faria bem... nossa, eu fiquei com tanta raiva que sai batendo o pé, dizendo que não ia usar, mas eu sabia que ela não compraria outra fantasia, então olhei pra penteadeira e estava em cima nada mais nada menos do que a caixinha de musica, tocando a musica de Beethoven, e a bailarina onipotente, parecia triunfar sobre a minha derrota, então num gesto estúpido apertei o braço dela e ... quebrei, sem dó nem piedade... pena que eu nunca mais escutei a música por que a caixinha parou de tocar tambem...

escrito em: 25/06/07

Vestibular

Acordei com uma crescente sensação de vazio, mas não é aquele vazio, aquela conhecida sensação de falta e perda, sei que não é vazio de trsiteza, mas também não é de alegria...é um vazio de... de reticências, é isso... tô sem vírgulas e sem interrogações... e minha mente sei lá, tá um abismo, e eu não tenho assunto nenhum pra pensar, nem mesmo sobre a propria falta de assunto... eu fui embora de mim... me perdi lá no meu proprio labirinto estranho e desabitado... somente por lembranças, até essas as vezes murcham...e eu não entendi o por que que eu me perdi antes de ter me encontrado... por que quando a gente medita, a gente entende o por que das coisas... o por que dos pensamentos estranhos, longes, vazios e cheios de ansia por paz... mas assim sem querer eu me perdi... e fui descobrindo novos horizontes no proprio eu, me perdendo ainda mais no meu labirinto... adentrando por entre as varias entradas que pareciam girar... todas tão iguais mas com virgulas, sempre elas... detalhes... portas... algumas já abertas, outras tancafiadas pelo medo... outras só se abrirão com o tempo, algumas entreabertas se batem quando tento entrar, mas uma coisa me pergunto... se elas não estavam totalmente fehadas... e se no meu proprio labirinto somente eu posso adentrar, por que motivo elas não estão escancaradas esperando que eu volte por elas, ou então porque elas se fecham quando me aproximo... paro, penso.. e talvez a infancia esteja em uma delas, um lugar em que eu só poderei mesmo espiar, mas nunca conseguirei voltar por essa porta de novo... afinal quando acho a portinholade de volta pro meu eu externo, vejo escrito: - Ultimas ferias como colegial!... não queria voltar, mas alguma coisa me empurrou talvez tenha sido, o vento de uma porta que bateu lá do fundo, era uma portinha de nome CEFET, ela tinha ansia de que eu entrasse para a porta que eu tinha mais medo naquele momento, mas preferi, voltar pela porta mais segura...e aproveitar minhas ultimas ferias... a do vestibular só abro no fim de novembro, e ai a gente vê que monstro tem lá dentro mesmo...


escrito em: 08/07/07

Ironia: forma elegante de ser mau?

Era uma típica tarde fria conquistense, precisava encontrar um livro (numa livraria claro!), bom, bonito e barato, para enviar pelo sedex, não podia ser lançamento, senão corria o risco de o livro não chegar no seu devido destino...
No corre corre, as vésperas do dia dos namorados, já tinha até esquecido como era horrível pegar ônibus, as pessoas sempre vão penduradas, fora os esbarrões cutoveladas(como escreve isso) e afins que você recebe ao andar displicente pela calçada, fora também os atendentes que não sei pra que servem mesmo, já que nunca lhe atendem sempre achando que adolescente não compra.
Entrei na livraria cheia de boas esperanças em achar uma coisa legal, procurei, procurei, e não encontrava nada que me enchesse os olhos... até que ... nossa! achei um lançamento do autor preferido dele, e ainda tava barato... coloquei um sorriso no rosto e chamei a atendente, não precisei de muito tempo ela já estava vindo, mas para o meu espanto, tinha acabado de entrar na loja uma daquelas as quais eu me refiro como "mulherzinhas", e adivinha quem ficou com cara de pateta sem ser atendida? - É não precisa responder, a vendedora deve ter tido o mesmo pensamento preconceituoso de que adolescente não compra...a uma hora dessas eu tinha que manter a calma, afinal eu não podia desistir do presente assim, era amanhã... então esperei a mulherzinha sair e já sem o sorriso estampado pedi pra moça embrulhar o livro pra mim, para minha decepção, ela conseguiu ser ainda mais "ágil" que Tia Ambrozina (biblioteca do cefet), nessa hora minha paciencia já tinha se esvairido... "eu finjo ter paciencia", eu finjia, até que não deu mais, ela tava conversando com uma mulher e sempre adiava pegar meu livro... pedi mais uma vez, duas... três... enfim relutei: - Nossa! como o atendimento daqui é bom em moça... Muita praticidade pra uma empresa só.
e para meu espanto ela respondeu:
-É, a gente faz de tudo pra todos os clientes sairem satisfeitos, obrigada.
Nossa ela disse isso com tanta bondade e ingenuidade que eu até fiquei com pena, mas não podia me deixar levar, afinal ela tinha sido muito mal educada atendendo aquela mulherzinha primeiro, lembrei da raiva que isso me provocara e disse:
-Nossa! eu sempre achei que as pessoas que trabalhavam em livrarias, eram inteligentes, achei que elas fossem capazes de compreender pelo menos o que os clientes diziam.
e ela:
-Mas a gente acaba ficando bem inteligente depois que passa um tempo aqui, no meio de tanto livro que a gente nem tem coragem pra ler, mas a gente acaba ficando mais atualizado.
Ai meu Deus...nunca mais eu digo que sou burra depois dessa.
-Com certeza,agora por favor você poderia pegar aquele segundo livro da primeira parteleira? Eu vou levar.
-Ahhhhh, vai levar um livro? (não idiota entrei na livraria pra levar uma vaca)
Acho que alguma vez eu pedi a Deus paciencia e ele deve ter colocado essa provação no meu caminho.
-É sim... aquele ali (tornei repetir a parteleira e a posição do livro)
-Não quer olhar mais algum não?
-Não obrigada, mas vou te indicar um livro... posso?
-A claro, se for pequeno (risadinhas abafadas)
-Procura algum do tipo: por que burro não entende ironia?
-Nunca vi esse não
-Ah, então deve existir... de qualquer forma procure algum desse tipo. Paga no caxa né?
-É sim, obrigada (ainda deu pra escutar um volte sempre ao longe).

é eu pensei que já tinha visto de tudo, nunca pense que algo pode piorar, por que eu enviei o tal livro e percebi que tinha endereçado ao numero 6 da rua e não ao 3, como tinham me solicitado, e agora José?

escrito em: 16/06/07

Deitada na cadeira do dentista, com aqueles atordoantes motores, sugadores, etc, etc... eu estava bem mais longe de tudo quanto é realidade que se pode pensar (mas afinal o que é a realidade? isso a gente deixa como assunto prum outro texto)... a fim de achar uma valvula de escarpe e parar de pensar no bendito dente que fora beneficiado com duas caries (pra uma criança que nunca teve carie, isso pode ser um enorme pesadelo). Tentei imaginar se Harry Potter e seus amigos conseguiriam salvar a pedra filosofal, mas não deu muito certo, por que logo eu descobri que já tinha assitido ao filme e o livro, indubitavelmente seguiria o mesmo caminho... tinha que achar uma valvula de escarpe, tão eficaz que me fizesse "sair" daquele consultorio e adentrar por outros caminhos... pensei, pensei.. e pronto! achei um assunto que pudesse me distrair e me levar por outros mundos.. e adivinha em que eu começei a pensar? é isso ... em você, mas também não tinha como não pensar, mesmo que estivesse pensando no livro de harry ou em qualquer outra coisa proveitosa. Sim... era hoje, e faltava pouco tempo pro encontro e tampouco pra despedida...mas ai percebi, que quanto mais pensava em quanto tempo faltava... a agonia dos motores crescia ainda mais.... e agora José? Precisa me destrair por duas horas, ou correria o risco de transformar aquelas horas em eternidade... eu precisava, precisava... e fiquei pensando no quanto que eu precisa, mas ... de tanto que eu pensei... ops... me distrair com o fato de ter de pensar e não conseguir pensar, que só voltei a mim, ao som de:[ - Pode cuspir. Prontinho... ] ã? como assim? eu conseguii! mentira, achei que ia ser mais dificil ir pela primeira vez ao dentista sozinha... ufa! acabou...

originalmente escrito em: 09/06/07